O Mistério do Equinócio de Outono e o Sacrifício do Carneiro

"A morte do Carneiro simboliza a morte destes conceitos por meio do fogo ígneo da constelação do Carneiro; esse é um dos motivos que o animal sacrificado na festa de Pêssach foi justamente o carneiro, porque o “outro lado” é uma força de impureza que se esconde no esplendor do sol, conhecida pelos egípcios como “Rá”, em hebraico significa “mal”. É a essência do mal."
A primeira fase do Outono ainda recebe o calor maduro do Verão, por meio da influência ígnea do Carneiro, contudo, essa é a estação que deve servir como esfriamento e preparação para o sol recém-nascido que virá no Inverno e justamente por esse motivo, o calor e intensidade do sol maduro agora deve ser inclinada a morte. Os primeiros sinais da sua morte são o esfriamento do ar e a queda das folhagens, ocorre entre a primeira e a segunda fase do Outono, quando o sol deixa a constelação do Carneiro e adentra para a constelação de Touro.
Neste tempo, a influência ígnea de Áries é pouco perceptível, enquanto que a influência terrestre de Touro inclina o pouco do Fogo que há nos Céus para a terra, provocando o sinal de chuvas exponenciais que anunciam as secas do Outono e Inverno que virão. Durante o tráfego do sol pela constelação de Touro, as folhagens todas secaram e as paisagens agora estão em tons de cinza, nubladas e úmidas. A natureza se renova, se purifica e se consagra para o renascimento. A purificação é concluída quando o sol deixa Touro e inicia o tráfego pela constelação de Gêmeos, o último caminho do Outono, regido pelo elemento Ar.
Agora se torna quase nulo a influência ígnea de Áries enquanto que a influência terrestre de Touro inclina o pouco do Fogo que há nos Céus para a terra, provocando o sinal de chuvas exponenciais que anunciam as secas do Outono e Inverno que virão. Durante o tráfego do sol pela constelação de Touro, as folhagens todas secaram e as paisagens agora estão em tons de cinza, nubladas e úmidas. A natureza se renova, se purifica e se consagra para o renascimento. A purificação é concluída quando o sol deixa Touro e inicia o tráfego pela constelação de Gêmeos, o último caminho do Outono, regido pelo elemento Ar.
Quando o sol está em Gêmeos, o processo de purificação e morte do velho sol para o nascimento do novo sol está feito e agora, Gêmeos velará pelo velho sol durante toda a sua morte. Este é um período frio, úmido, onde a batalha dentro de nós torna-se mais revelada e a necessidade de abrir mão de velhos hábitos torna-se inevitável. Podemos definir o Outono, portanto, como um período de purificação, introspecção, abandono de costumes que não servem mais, mudanças e preparativos para o renascimento. O anúncio do Outono [hemisfério sul] é a festa de Pêssach. Qual é o principal símbolo desta festa? A saída do Egito e o sacrifício do Carneiro. Ou seja, é a libertação da escravidão de conceitos ultrapassados e dos costumes que estão em desacordo com a Torá para o renascimento como uma nova pessoa.
A morte do Carneiro simboliza a morte destes conceitos por meio do fogo ígneo da constelação do Carneiro; esse é um dos motivos que o animal sacrificado na festa de Pêssach foi justamente o carneiro, porque o “outro lado” é uma força de impureza que se esconde no esplendor do sol, conhecida pelos egípcios como “Rá”, em hebraico significa “mal”. É a essência do mal. Através do sacrifício de Pêssach e da morte dos primogênitos, submete-se a força ígnea e consumidora do Carneiro para o serviço a D’s, de modo que ela não é dispersa, provocando a morte de bons costumes e da vontade de servi-Lo com alegria, D’s nos livre, mas é integrada para o cumprimento das mitsvot, como uma força a serviço de Adam para o renascimento com o recebimento da Torá.
Vejamos agora alguns conselhos espirituais propícios para a estação do Outono. Esta é uma estação cuja função é esfriar o intenso calor do Verão e preparar o cenário para as geadas do Inverno. Deste modo, o Outono funciona como um meio, assim como a morte. Ao que isso se assemelha? A letra tav no caminho entre Malchut e Iessód na Etz Chaim é o selo da Morte, implicando que a alma ao subir do corpo físico (Malchut) para os reinos de Luz e Perfeição, percorre o caminho chamado Morte. Do mesmo modo, a alma quando desce dos mundos de Luz e Perfeição, também deve ser pelo caminho da Morte.
O Outono, semelhantemente, atua como o agente da morte nas estações. Ele esfria todo o esplendor maduro do Verão, devora a vida das folhagens, envelhece os fios de cabelo e trás a fadiga que prepara o renascimento do sol no Inverno.
Este é um propósito determinante para que o ciclo cósmico funcione adequadamente, caso o contrário, não seria possível valorizar a vida como um poço de águas cristalinas que pode tornar-se a qualquer momento impuro e indomável, porque precisa necessariamente da constante vigilância. O Outono contém um pouco da contemplação e exuberância do Verão, mas sua principal função é intencionar a alma para a introspecção, buscando extrair da sua essência costumes, dogmas e entendimentos que não são mais cabíveis no estado de consciência atual que você se encontra. Isso pode vir para o bem ou para o mal. Neste tempo, términos de relacionamentos e rompimento de amizades, cursos e até mesmo daquilo que costuma-se pensar são totalmente dissolvidos nas nuvens.
Isso ocorre propositalmente, para que o indivíduo encontre sua verdadeira essência. Esse é o potencial do Outono, morrer para viver. O Outono acontece, segundo o calendário gregoriano (solar), entre os dias 20, 21 ou 22 de março até os dias 20, 21 ou 22 de junho. Este é um período onde as janelas criativas que residem nas profundezas dos Céus estão abertas, assim como as janelas do arrependimento.
Quando o iniciado reconhece os tempos de poder, ele se prepara para eles não por um ato idólatra de rebaixar-se sob as estrelas, mas inclina sua alma de acordo com os movimentos cósmicos porque entende que para cada período, existe um tikun [correção] que é mais adequado e o mundo todo, em verdade, depende desta correção que ocorre de tempos em tempos, que passa por nós como um trem.

Texto extraído do livro "Tratado de Herbologia Cabalística - Tomo 1, Portão 1", material de estudo canônico da Academia Merkabah.

Escrito por Alef Yaakov.

Todos os direitos reservados da Academia Merkabah.

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