A visão mística: As rodas giravam e giravam...

"(...)e toda a existência era percebida por mim como um só organismo que mantém-se criando a realidade em alta performance, dia e noite, por meio de uma tecnologia altamente avançada, inimaginável para o pensamento humano em estado vulgar de vigília."
No dia 11 de Julho de 2014, após uma longa noite de contemplação e elevada meditação nas maravilhas do Santo, bendito seja Ele, fui privilegiado com a revelação daquilo que permanece selado e oculto pelos véus do Egito.
Naquele dia, quando recebi a revelação, eu estava no jardim de minha casa, após estender-me por toda a noite em meditação profunda. Ao amanhecer, encontrava-me totalmente imerso na visão mística e não havia outro sinal em minha alma que não fosse a clareza de espírito e de propósito. Naquele dia, não havia separação entre o meu personagem [ego pessoal] daquilo que é Emet (אמת - "Verdade").
Optei por sentar-me em uma confortável cadeira de balanço feita de madeira, onde era costume que eu confortavelmente admirasse o nascer do sol. Naquele momento, enquanto a aurora anunciava o seu esplendor, todos os meus sentidos estavam ampliados devido a elevação de espírito que me encontrava. Não importava para onde meus olhos fitassem, era possível que eu ampliasse minha visão até as profundas camadas moleculares e ainda, ampliasse minha visão até a estrutura espiritual que as preenchia e formava toda a fragmentada e ilusória existência ao meu redor.
Eu percebi intimamente o universo não de maneira estática mas, pelo contrário, eu o percebi extremamente vivo, animado e responsivo. Como se não fosse o suficiente, em cada fração [mesmo que infinitamente pequena] da existência, havia uma alma viva que comunicava o amor do Santo, bendito seja Ele, para dentro da minha alma e havia, portanto, essa "troca" entre minha alma e a alma do mundo, de modo que a natureza em meu entorno relacionava-se comigo em uníssono e toda a existência era percebida por mim como um só organismo que mantém-se criando a realidade em alta performance, dia e noite, por meio de uma tecnologia altamente avançada, inimaginável para o pensamento humano em estado vulgar de vigília.
Foi quando cessei os movimentos do meu corpo e silenciei-me completamente, na alma e no coração. Concentrei-me na suave e, simultaneamente, majestosa dança das nuvens nos Céus que, conduzidas pelo sopro divino, bailavam em harmonia com a partitura que ressoava do canto dos pássaros. Foi quando gritei (Tehilim 8:3): "Quando admiro os Teus céus, obra dos Teus dedos(...)" e chorei, admirado com Sua grandeza.
O canto dos pássaros cessou, assim como as nuvens com o seu bailado. Brilhantemente, emergiram formas semelhantes as engrenagens de indústrias do interior dos Céus. As rodas giravam e giravam, e a existência era envolvida por essa tecnologia tremenda que governa o mundo.
Continua na próxima publicação...

Texto escrito por Alef Yaakov para MKB News.

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